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O que é Lean Manufacturing (Manufatura Enxuta)?

Conheça um pouco mais sobre Lean Manufacturing, método de gerenciamento que visa eliminar desperdícios no processo produtivo.

Cadastros Gerais

A manufatura enxuta, mais conhecida por seu nome em inglês, Lean Manufacturing, é um método de gerenciamento que almeja identificar e sistematicamente eliminar todas as fontes de desperdício em um sistema produtivo; ou seja, é um ambiente de produção sem coisas supérfluas e, portanto, mais eficiente (onde são considerados supérfluos todas aquelas coisas que são irrelevantes para a produção, que não agregam valor ao produto). Métodos Lean são técnicas e conceitos de gestão industrial cuja a filosofia é baseada em 6 princípios fundamentais, sendo elas: valor, fluxo de valor, fluxo contínuo, produção puxada, qualidade na fonte e busca da perfeição.

Já a primeira vez que o Toyota Production System recebeu atenção pública mundial significativa foi no ano de 1973, após a crise internacional do petróleo. Naquele ano, enquanto muitas empresas registravam déficits, a Toyota apresentava um desempenho positivo descolado dos problemas econômicos generalizados no setor, chamando atenção aos resultados do seu peculiar sistema de produção. Este reconhecimento mundial cresceu rapidamente quando, em 1990, foi publicado o livro “A Máquina que Mudou o Mundo”, resultado de uma pesquisa de 5 anos realizada pelo MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

O TPS está centrado no Kaizen (melhoria contínua) e no Heijunka (nivelamento de produção) através da busca por flexibilidade, capacidade e motivação, apresentando dois pilares centrais de sustentação: o Just-In-Time (produto certo, tempo certo, quantidade certa) e o Jidoka (autonomia dos operadores e automação do que for possível, controle visual e sistemas a prova de erros). As decisões são baseadas em “consenso”. Um exame exaustivo de todas as opções possíveis é a regra, buscando minimizar todos os riscos a longo prazo.

O Sistema Toyota de Produção não é sobre coisas, mas sobre pessoas e como usá-las eficientemente. No entanto, um sistema de produção não pode ser apenas teoria, mas prática. Você nunca será capaz de dizer que entende o TPS, a menos que você experimente fazê-lo.

Como, então, o TPS se encaixa com o conceito de Lean?

Segundo a filosofia da Toyota, temos que a melhor maneira de aumentar a lucratividade em um processo produtivo é reduzir os custos de produção, pois o preço de venda é determinado pelo consumidor. Consequentemente, a redução dos custos através da eliminação de desperdício possui papel vital neste processo seletivo, levando ao que se chama de “paradoxo da Toyota” onde a redução do desperdício reduzirá o tempo de produção, aumento a qualidade e a satisfação do consumidor.

Segundo Soichiro Toyoda, a perda (em japonês muda) é tudo além do mínimo necessário de equipamentos, materiais, peças, espaço e tempo de trabalho absolutamente essencial para adicionar valor a um produto. Ou seja, o já comentado desperdício não está apenas relacionado aos tradicionais refugos de material ou defeito. O TPS relaciona sete tipos de desperdício, sendo eles, excesso de produção, tempo de espera, transporte, processamento, estoque, movimentação e, por fim, defeitos.

Sendo assim, podemos notar claramente o conceito de Manufatura Enxuta interlaçada, embrionariamente, com o Sistema Toyota de Produção, sendo que ambas possuem em sua filosofia o combate do desperdício como modo de aumentar a lucratividade através da redução de custos, ao mesmo tempo que um produto (ou serviço) de qualidade é entregue ao consumidor final.

Por fim, alguns autores apontam que o Lean Manufacturing é uma generalização do Toyota Production System aplicados a indústrias e contextos diferentes, o que pode ser visto como uma “generalização aproximada”, dado que seus objetivos são similares. Entretanto, existem algumas características do TPS que devem ser destacados: procura de lucro como objetivo necessário, orientação ao uso de ferramentas para detecção de problemas (levando-se em conta a limitação das mesmas) e técnicas de gerenciamento ao invés de agente de mudanças (ênfase na formação de especialistas). Finalmente, existe uma falta de entendimento geral nas implementações Lean que levam as mesmas ao fracasso por falhar em entender que os métodos em si são menos importantes do que a filosofia geral e os resultados obtidos.

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